O Partido Liberal (PL) e grupos ligados à ‘Faria Lima’ pressionaram o presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, para que Tereza Cristina fosse vice de Flávio Bolsonaro. No entanto, Ciro Nogueira sinaliza aos interlocutores que o partido manterá a neutralidade na disputa presidencial.
A pressão veio de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que tentou viabilizar o nome da ex-ministra da Agricultura para a chapa de Flávio Bolsonaro. Integrantes do PL e da ‘Faria Lima’ contataram Ciro Nogueira com o objetivo de obter o apoio da legenda. Contudo, o presidente do PP considera que uma aliança com o PL prejudicaria a candidatura de Ciro ao Senado, que já está consolidada.
Um dirigente do Progressistas afirmou que a possibilidade de Tereza Cristina integrar a chapa é remota. Segundo ele, aliados de Flávio Bolsonaro têm estimulado especulações sobre o nome da ex-ministra para ampliar o debate da candidatura. Ciro Nogueira já informou o senador que a costura não será feita.
A busca por apoio do PP ocorre porque a legenda trabalha com a possibilidade de eleger 120 deputados, o que exige governabilidade. Um interlocutor próximo à direção da sigla declarou que a maioria das bancadas estaduais do PP defende que o partido não declare apoio formal a nenhum candidato à Presidência.


