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Leitura: Plano Safra 2026/2027 Incentiva Energia Solar
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Economia

Plano Safra 2026/2027 Incentiva Energia Solar

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de julho de 2026 15:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Plano Safra 2026/2027, lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), inclui financiamento para sistemas de armazenamento de energia por baterias, ampliando incentivos à transição energética no campo. Contudo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o alto custo do crédito limita a efetividade do plano, apesar do volume total de recursos atingir R$ 525,1 bilhões.

As novas linhas, incorporadas aos programas Inovagro e Prodecoop, permitem o financiamento de baterias para armazenar energia de fontes renováveis. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) informou que os juros dessas linhas variam entre 8% e 12,5% ao ano, uma redução em relação ao ciclo anterior, que apresentava taxas entre 8,5% e 14,5%. A entidade, porém, declarou que os custos do crédito permanecem altos devido à taxa Selic.

O levantamento da FGV mostrou que, embora o volume total de recursos tenha crescido nominalmente, o reajuste pela inflação (IGP-DI de 2,5%) resultou em uma retração real de 0,8%. Houve uma mudança na distribuição dos fundos: os investimentos subiram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, enquanto custeio e comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões.

Apesar do incentivo à modernização, programas específicos sofreram cortes. O Moderfrota, focado em máquinas agrícolas, teve redução de 61%, e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) registrou corte de 24,4%. A FGV avalia que os juros elevados tornam a contratação de crédito desfavorável, podendo elevar o custo de produção em cerca de 4% por saca na produção de soja, como exemplo.

TAGGED:AgronegócioCrédito ruralenergia solarFinanciamentoPlano SafraTransição Energética
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