O excesso de plantas aquáticas cobriu quase toda a superfície de dois lagos em Dourados, Mato Grosso do Sul. A vegetação, identificada como orelha-de-onça, transformou a paisagem dos Parques Antenor Martins e Ambiental do Córrego Rêgo D’Água. A prefeitura iniciou a limpeza no início do mês, e o trabalho deve durar cerca de 15 dias.
A força-tarefa municipal utiliza métodos diferentes para remover a vegetação. Nas margens, o serviço é realizado com ferramentas manuais. Dentro dos lagos, uma embarcação auxilia na coleta das plantas, que são posteriormente retiradas com o apoio de uma retroescavadeira.
Segundo o secretário-adjunto de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, Ângelo Augusto Gomes, as chuvas recentes favoreceram o crescimento da espécie. Ele explicou que a planta não é tóxica, não contamina a água e não representa risco aos peixes. O objetivo da ação é restaurar a visibilidade do espelho d’água.
O problema não é recente. A orelha-de-onça já havia aparecido em 2025 e voltou a se espalhar em junho deste ano. Moradores cobraram providências após imagens da cobertura circularizarem na mídia. As equipes de limpeza seguirão para o lago do Parque Ambiental do Córrego Rêgo D’Água, onde a cobertura é quase total.

