A polícia do Vietnã investiga uma organização internacional suspeita de contrabandear cerca de 28 mil diamantes, avaliados em quase US$ 11 milhões. A apuração envolve um ex-executivo da Phu Nhuan Jewelry (PNJ), preso no início de julho, junto a mais de 30 pessoas acusadas de participar do esquema.
Segundo o Ministério da Segurança Pública, agentes cumpriram mandados de busca em mais de 20 endereços, localizados principalmente na Cidade de Ho Chi Minh. A polícia apreendeu 1.239 diamantes e joias sem notas fiscais ou documentos que comprovassem sua origem.
As investigações indicam que um ex-diretor do Laboratório PNJ teria emitido certificações falsas para diamantes importados da Índia. As autoridades informaram que as inscrições originais das gemas eram removidas e substituídas por identificações da própria empresa para facilitar a revenda no mercado vietnamita.
O grupo utilizava métodos criminosos sofisticados para obter os diamantes na Índia e transportá-los ilegalmente ao Vietnã, utilizando Hong Kong como rota. A PNJ reconheceu a investigação sobre o ex-funcionário, mas declarou que a questão envolve responsabilidade legal individual.

