O céu de Caracas, capital da Venezuela, tingiu-se de vermelho intenso em 30 de junho de 2026. A cena ocorreu em meio aos esforços de resgate das vítimas dos terremotos que atingiram a região norte do país na noite de 24 de junho.
O balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta terça-feira (30) indicou que o número de mortos causados pelo terremoto duplo subiu para 1.943. A quantidade de feridos atingiu 10.571, segundo as autoridades. Além disso, 6.461 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
Os sismos, que ocorreram na noite de 24 de junho, foram os mais fortes registrados no país em mais de 100 anos, causando destruição na capital e arredores. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto a Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que mais de 6 milhões de pessoas foram afetadas pelo desastre.
Os danos preliminares a residências, veículos e empresas são estimados em US$ 6,7 bilhões (R$ 34,68 bilhões), conforme avaliação por satélite do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As equipes de resgate continuam mobilizadas na busca por sobreviventes.

