A construção de um portfólio de renda visa proteger as finanças contra a volatilidade econômica, oferecendo opções que variam de 3,5% a 10% de rendimento. Investimentos em ações de dividendos, REITs e BDCs permitem gerar renda mensal estável, mesmo diante de incertezas como inflação e mudanças nas taxas de juros.
O nível de rendimento desejado define o capital necessário. No patamar de 3,5%, que inclui empresas como Procter & Gamble e Johnson & Johnson, gerar R$ 1.000 mensais exige cerca de R$ 343.000. Este nível foca em ações de crescimento de dividendos e serviços regulados, como Duke Energy, que aumentou seu pagamento trimestral de R$ 0,945 em 2020 para R$ 1,065 atualmente.
Uma abordagem intermediária, com rendimento de 6%, pode ser alcançada com um capital menor, como R$ 200.000 para R$ 1.000 mensais. Este segmento inclui REITs de aluguel líquido, exemplificado por Realty Income, que paga dividendos mensais e possui taxa de ocupação de 98,9%. Já o nível de 10% exige menor capital inicial, mas carrega maior risco de erosão do principal.
Especialistas apontam que um portfólio diversificado, combinando 60% conservador, 30% moderado e 10% agressivo, pode atingir cerca de 5% de rendimento, superando o rendimento de títulos do Tesouro de 10 anos. A estratégia de crescimento de dividendos, como a de Procter & Gamble, permite que a renda se duplique em pouco mais de dez anos se o crescimento for mantido.

