O grupo Prada registrou queda de 15% no lucro líquido no primeiro semestre de 2026, totalizando 327 milhões de euros. Apesar disso, a receita líquida avançou 16% em câmbio constante, atingindo 3,048 bilhões de euros, segundo a companhia.
A fabricante de artigos de luxo, que controla as marcas Prada, Miu Miu e Versace, descreveu o contexto econômico global como desafiador. A queda no lucro líquido ocorreu enquanto a margem líquida encolheu de 14,1% para 10,7%, e a margem ajustada de EBIT recuou de 22,6% para 17,4%, reflexo da consolidação da Versace e de efeitos cambiais.
A receita líquida, excluindo oscilações cambiais, cresceu 16% no semestre. No varejo, principal canal de vendas, o crescimento foi de 12%. A marca Prada registrou alta nas vendas ao consumidor, com 3,3% no primeiro trimestre e 6,3% no segundo, impulsionada pelas Américas, Japão e Ásia-Pacífico.
O diretor-presidente Andrea Guerra afirmou que, apesar do cenário desafiador, a empresa mantém confiança na força das marcas e em seu potencial de crescimento no longo prazo. A companhia segue integrando a Versace, adquirida em 2025, e prioriza elevar a qualidade da oferta de produtos.

