O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, criticou o pedido de tutela de urgência do Ministério Público Federal para suspender o programa municipal Tolerância Zero nas praias da Zona Sul. A solicitação, feita pelo MPF, alega que a prefeitura ultrapassou competências da União, mas Cavaliere acusou o procurador de omissão.
Cavaliere afirmou que a posição do procurador representa uma inversão de valores e questionou como a postura poderia ser explicada à população. O prefeito acusou o membro do MPF de ter permanecido omisso diante de denúncias sobre a presença de crime organizado no comércio das praias. Segundo Cavaliere, o procurador só recorreu à Justiça após o início das ações da prefeitura e do Governo do Estado.
O MPF solicitou a suspensão do programa, que começou em 16 de julho, nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. O documento do MPF sustenta que o município não poderia realizar ações permanentes de fiscalização sem um Termo de Adesão à Gestão de Praias com a Secretaria do Patrimônio da União, visto que as praias são de competência da União.
O programa Tolerância Zero visa combater irregularidades e a exploração do comércio por grupos ligados a facções criminosas. A operação prevê a presença diária de 320 agentes em 69 pontos estratégicos, com uso de drones e câmeras escondidas para registrar possíveis crimes.

