A Prefeitura de São Paulo está reavaliando a construção de um Centro TEA na Praça Kaol Sugimoto, no Butantã, Zona Oeste. A mudança ocorre após mobilização de vizinhos que pedem a preservação da área verde, que abriga um fragmento de Mata Atlântica.
A gestão municipal informou que a implantação do Centro TEA no local “está sendo reavaliada e não há qualquer decisão tomada sobre eventual supressão de vegetação no local”, segundo nota enviada a veículos de comunicação. A praça, localizada na Avenida Eliseu de Almeida, possui densa cobertura vegetal e integra a bacia hidrográfica do córrego Pirajuçara.
O projeto, que previa salas de aula, oficinas, auditório e jardim sensorial, foi contratado em junho por R$ 69 milhões. Contudo, moradores argumentam que o espaço é consolidado de convivência comunitária. Um abaixo-assinado virtual já conta com mais de 2,2 mil assinaturas pedindo que o município considere outras áreas.
A controvérsia gerou ações judiciais de parlamentares de oposição. Um dos argumentos é que a supressão da vegetação, classificada como Mata Atlântica, é protegida por legislação federal. A Procuradoria-Geral do Município informou que foi notificada para prestar informações à Justiça.

