O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, consolidou uma aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do ano. O magistrado, indicado por Jair Bolsonaro em 2020, gerencia tensões judiciais, sendo cobrado por colegas do Supremo e alvo de críticas políticas.
O diálogo entre Nunes Marques e o chefe do Executivo, ocorrido no Palácio da Alvorada, foi visto como benéfico por interlocutores de ambos os lados. A relação ganha relevância às vésperas da disputa pela reeleição, permitindo ao magistrado maior influência em temas do Judiciário, como indicações para tribunais.
Apesar de frequentemente associado a ministros conservadores do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques busca manter contato com diferentes alas da Corte e com o Planalto. Ele avalia que a Justiça Eleitoral teve intervenção excessiva em 2022 e pretende conduzir a eleição de 2026 de forma menos intervencionista.
Decisões recentes geraram incômodo em parte do STF. O ministro Gilmar Mendes fez cobranças ao presidente do TSE sobre o caso de Roraima, por suposto desrespeito a liminar do Supremo. Além disso, a relatoria de ações sobre propaganda eleitoral foi concentrada em três nomes, incluindo Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha, o que é visto como estratégico.

