A Copa do Mundo de 2026 adotou a política de preços dinâmicos de ingressos, um modelo inédito na entidade, sob pressão dos Estados Unidos. A medida resultou em valores elevados, com entradas para a final atingindo cerca de US$ 34 mil, impulsionando as receitas da Fifa.
O sistema de precificação flexível, que não era unânime entre os diretores da Fifa, foi implementado após a influência dos Estados Unidos, país que sediou a maioria dos 104 jogos do torneio. A estratégia da entidade visou aumentar lucros, projetando faturamento de US$ 16 bilhões, embora especialistas estimem que o valor possa chegar a US$ 19 bilhões.
Apesar do sucesso financeiro, a mudança gerou críticas. Diretores mais antigos da Fifa rejeitavam a ideia, temendo a especulação, como ocorreu na semifinal entre México e Inglaterra, onde ingressos premium chegaram a US$ 36 mil na revenda. Além disso, a entidade flexibilizou regras, como as pausas para hidratação, o que levou a UEFA a anunciar que não adotará tal prática em seus torneios.
A Copa de 2026 também registrou recordes de público e de artilharia, com Lionel Messi se tornando o maior goleador da história dos Mundiais, com 21 gols. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deve celebrar o faturamento, mas enfrenta mal-estar entre fãs e dirigentes.

