O processo movido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro Silvio Almeida, acusado de importunação sexual, está paralisado há quatro meses no Supremo Tribunal Federal (STF). O andamento depende da citação do denunciado, etapa necessária para que ele apresente defesa prévia e o caso siga para o julgamento do recebimento da denúncia.
A denúncia, oferecida em março pela PGR, tramita sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça. O ex-ministro foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de importunação sexual contra a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco e a professora Isabel Rodrigues, mas a acusação formal trata apenas do caso envolvendo a ministra.
Anielle Franco declarou que houve “atitudes inconvenientes” por parte de Silvio Almeida, como toques inapropriados e convites impertinentes. Ela afirmou não ter reportado os episódios por “medo do descrédito e dos julgamentos”.
A defesa do ex-ministro comunicou que “não há qualquer intenção de evitar a citação” e expressou confiança de que a inocência será demonstrada. Silvio Almeida também comentou em rede social que está “ansioso para poder, finalmente, ter o seu dia na Corte”.

