Uma professora de 57 anos morreu em Montes Claros, Minas Gerais, nesta terça-feira (30), após ser atingida por uma linha chilena enquanto pilotava motocicleta. O acidente ocorreu no Residencial Minas Gerais, e as autoridades apontam que o material cortante causou um esgorjamento no pescoço da vítima.
A educadora, que trabalhava no Cemei Rosita Aquino, era conhecida pela comunidade escolar por seu comprometimento com as crianças. Segundo a gerente de educação integral da Secretaria Municipal de Educação, Helen Patrícia Vieira, “Nós todos sentimos muito essa lastimável perda de uma profissional comprometida, há anos dedicada às nossas crianças, muito querida pela comunidade escolar”.
O diretor técnico do Samu, Marcelo Fagundes, explicou que a linha com cerol funciona como uma lâmina ao atingir o corpo. No caso relatado, a vítima sofreu um esgorjamento na região anterior do pescoço, além de um ferimento na mão. O Samu ressaltou que atendimentos envolvendo linhas de pipa são mais comuns nesta época do ano.
As leis locais visam coibir o uso desses artefatos. Em Minas Gerais, a Lei Estadual nº 23.515, de 2019, proíbe o uso de linhas cortantes em pipas. Em Montes Claros, a Lei Municipal nº 5.289, de 2020, restringe o empinamento de pipas e similares a áreas específicas, exigindo distância de segurança da rede elétrica.

