O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja intensificar os ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o anúncio de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A estratégia petista visa martelar o termo “tariflávio” e a acusação de traição, aproveitando o tema no cenário político interno.
A avaliação do PT é que a piora na imagem do senador tem o aumento das tarifas como motivação. A gestão Trump impôs as sobretaxas após uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. O entorno do presidente Lula avalia que a investigação serviu para pavimentar a imposição das tarifas, transformando o tema em pauta de campanha.
Dirigentes petistas discutiram cenários de reação política, considerando a confirmação, o adiamento ou a suspensão das tarifas. O senador Flávio Bolsonaro solicitou às autoridades americanas o adiamento da decisão, alegando que a imposição imediata fortaleceria o presidente Lula. O tema se soma a outros fatores que aumentam a rejeição do eleitorado ao senador.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostrou que a rejeição ao senador aumentou de 52% em abril para 57% em julho. Em contrapartida, a rejeição a Lula caiu de 55% para 50% no mesmo período, variação superior à margem de erro de dois pontos percentuais.

