Pesquisas britânicas e americanas indicam que a prática regular de quebra-cabeças, como Sudoku e palavras cruzadas, mantém a função cognitiva de pessoas acima de 50 anos em níveis semelhantes aos de indivíduos mais jovens. Além disso, a frequência em eventos culturais está ligada a um envelhecimento fisiológico mais lento.
O estudo Protect, conduzido pela Universidade de Exeter e envolvendo mais de 19 mil pessoas com mais de 50 anos, investigou os benefícios dos passatempos para o cérebro. Segundo Matthew Kiernan, diretor executivo da Neuroscience Research Australia, estimular os neurônios fortalece conexões cerebrais, ajudando a construir a chamada reserva cognitiva. Kiernan afirmou que até dois minutos diários de quebra-cabeças podem gerar efeitos significativos se a prática for mantida ao longo dos anos.
Em outro achado, um estudo com quase 1,9 mil adultos da Inglaterra ligou a frequência em cinemas, museus e teatros a um envelhecimento fisiológico mais lento. A pesquisa, publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, mostrou que cada ponto adicional na escala de participação cultural reduzia a idade estimada do organismo em cerca de um mês. A idade biológica foi calculada com base em dez indicadores de saúde.
Os pesquisadores sugerem que a participação cultural fortalece laços sociais e incentiva hábitos mais saudáveis, como prática esportiva e melhor alimentação. Contudo, os autores alertam que são necessários novos experimentos para confirmar se existe uma relação de causa e efeito entre a cultura e o envelhecimento.


