Trabalhadores de pequenas empresas podem enfrentar problemas de cobertura de saúde ao adiar a inscrição no Medicare. A regra de coordenação de pagadores define que, em empregadores com menos de 20 funcionários, o Medicare é o pagador primário, e o plano de saúde atua secundariamente.
A distinção entre o tamanho do empregador determina quem paga primeiro em casos de elegibilidade ao Medicare e plano de saúde. Em empresas com menos de 20 funcionários, o Medicare assume a função de pagador primário. Em locais com 20 ou mais empregados, o plano de saúde é o primário, permitindo que trabalhadores de empresas maiores adiem a inscrição no Medicare Parte B sem penalidade.
A falha em se inscrever no Medicare pode gerar consequências financeiras severas. Se um trabalhador de uma pequena empresa não se inscrever no Medicare Parte A e Parte B, o plano de saúde secundário paga apenas uma fração do valor cobrado. A cobertura existe no papel, mas a coordenação de pagadores assume que a inscrição foi feita no prazo.
Ao corrigir a situação, o trabalhador pode enfrentar a penalidade por inscrição tardia do Medicare Parte B. Essa multa é permanente e adiciona 10% ao prêmio mensal por cada 12 meses de atraso. Em 2026, o prêmio padrão do Parte B é de US$ 202,90 mensais, e o dedutível anual é de US$ 283.
Para evitar problemas, trabalhadores devem confirmar o número de funcionários da empresa e, se for inferior a 20, inscrever-se no Medicare Parte A e Parte B durante o Período de Inscrição Inicial. Caso o prazo tenha sido perdido, é possível solicitar alívio equitativo junto à Administração da Previdência Social em casos de informação incorreta fornecida pelo empregador ou seguradora.

