O partido Republicanos deve manter a independência na disputa presidencial, apesar de conversas com Flávio Bolsonaro (PL). A neutralidade nacional da sigla pode travar palanques estaduais do pré-candidato e indica tendência de outras legendas optarem pela mesma postura.
As tratativas entre o Republicanos e Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, estão paralisadas. Dirigentes de outros partidos afirmam que a indecisão do Republicanos sinaliza que mais siglas podem optar pela independência na corrida ao Planalto. Flávio Bolsonaro enfrenta crises na pré-campanha, incluindo questões com ex-banqueiro e divergências com a madrasta, além de lidar com o impacto de tarifas americanas às exportações brasileiras.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve adotar cautela, mas nega afastamento do apoio ao bolsonarista. A equipe da campanha do pré-candidato avalia que Flávio precisa mais do governador, visto que São Paulo representa 22% do eleitorado nacional. Estrategistas apontam que o senador pode compensar a vantagem de Lula no Nordeste se abrir dez pontos no estado.
A neutralidade também afeta o Rio de Janeiro, onde o Republicanos está dividido sobre aliança com Flávio. A convenção estadual está marcada para 25 de julho. Enquanto alguns aliados avaliam a possibilidade de um candidato do Republicanos entrar na chapa, outros dirigentes do PL consideram que ter mais nomes na disputa estadual pode beneficiar os planos da legenda contra Eduardo Paes (PSD).

