Um resgatador de abelhas em Singapura, Clarence Chua, salva cerca de 6 milhões de insetos em seis anos, realocando colmeias de locais inusitados em apartamentos e condomínios. Ele realiza o trabalho manualmente, preservando as colônias para garantir a saúde agrícola da cidade.
Chua retira as abelhas de colmeias, que são encontradas em residências de conjuntos habitacionais públicos, e as transfere para caixas de madeira. O processo humanitário visa preservar a abelha-rainha, as larvas e as operárias, transportando toda a colônia para um de seus três apiários. Ele já resgatou enxames de locais variados, incluindo um motor de avião.
Enquanto o controle de pragas cobra entre 80 e 150 dólares de Singapura para exterminar ninhos, Chua cobra entre 100 e 500 dólares de Singapura pelos resgates. Com o aumento da conscientização, os conselhos municipais passaram a contratar seus serviços. Chua declarou que as abelhas são cruciais para a alimentação, pois “sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo”.
Apesar do trabalho, ele enfrenta riscos, como um ataque de enxame em uma sacada de condomínio. Chua afirmou que isso o ensinou a “nunca subestimar a natureza”. Ele também utiliza as redes sociais para divulgar seu trabalho, atraindo cerca de 20 mil seguidores.

