A rivalidade futebolística na América Latina se intensifica com a Copa do Mundo, gerando críticas e apoio dividido à seleção argentina. Enquanto a estrela espanhola Lamine Yamal viraliza com apoio ao Brasil, o sociólogo colombiano Germán Gómez aponta o rompimento da solidariedade tradicional com a equipe argentina.
A polarização se manifesta nas redes sociais, onde memes e críticas se multiplicam além da rivalidade histórica entre Brasil e Argentina. Um torcedor brasileiro de 42 anos declarou preferir a Espanha à Argentina caso o Brasil não conquistasse o hexacampeonato. A FIFA, por sua vez, condenou um incidente de racismo envolvendo um torcedor argentino durante a competição.
Lionel Messi comentou aos jornalistas que a equipe demonstrou ser a melhor por quatro anos, afirmando: “Há quatro anos conseguimos o que queríamos: jogar a última partida e ser os melhores durante quatro anos. Mais uma vez voltamos a mostrar que ninguém nos dá nada de presente”. O técnico Lionel Scaloni reconheceu que os questionamentos chegam ao elenco, mas provocam uma “espécie de rebelião” entre os jogadores.
Críticas à arbitragem também surgiram, mesmo em decisões avaliadas como corretas por especialistas. Um torcedor de 51 anos, na Cidade do México, comentou que “O Messi é uma lenda, é reconhecido e joga para caramba”. A paixão, contudo, permanece forte em países vizinhos, como Lima, onde estudantes ainda apoiam a seleção sul-americana.

