Um saldo elevado em planos de aposentadoria, como um 401(k) tradicional, pode gerar Distribuições Mínimas Obrigatórias (RMD) que, somadas a outras rendas, acionam encargos de Medicare (IRMAA). Esse efeito cascata pode elevar os custos de saúde de aposentados em milhares de dólares ao longo dos anos.
A obrigatoriedade de retirada de fundos, conforme estabelecido pelo IRS, força o saque de valores que são contabilizados como renda ordinária. Em um caso ilustrativo, um saldo de 3,23 milhões de dólares em um plano 401(k) tradicional resultou em uma RMD inicial de aproximadamente 122.000 dólares em 2026. Esse valor se soma à renda de aposentadoria, como benefícios do cônjuge falecido e rendimentos tributáveis.
A soma dessas rendas pode levar o indivíduo a atingir faixas de renda que impõem o Ajuste Mensal Relacionado à Renda do Medicare (IRMAA). Para um indivíduo solteiro, se a Renda Bruta Ajustada Modificada (MAGI) ultrapassar 171.000 dólares, o IRMAA pode adicionar um custo mensal significativo aos prêmios de Medicare. Esse encargo pode somar mais de 42.000 dólares ao longo de uma expectativa de vida de 84 anos.
Para evitar esse aumento de custos, especialistas sugerem que os aposentados projetem sua MAGI antes de realizar a RMD. Alternativas incluem utilizar Distribuições Caritativas Qualificadas (QCD) para reduzir a base tributável ou realizar conversões parciais para Roth nos anos entre 65 e 73, diminuindo o saldo futuro do plano.

