A Rússia proibiu temporariamente as exportações de diesel, medida que disparou os preços globais do combustível para níveis de vários anos. A restrição ocorre em meio a ataques com drones ucranianos em refinarias russas, o que causa escassez no mercado interno.
A proibição, que deve vigorar por cerca de três semanas, foi anunciada pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak durante reunião com o presidente Vladimir Putin. Segundo Novak, a medida visa ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico. A restrição não se aplica a embarques feitos sob acordos intergovernamentais.
O impacto no mercado internacional é significativo. O prêmio dos contratos futuros de referência do diesel na Europa ultrapassou US$ 60 por barril nesta quarta-feira, atingindo o maior patamar desde pelo menos 2011. A proibição soma-se a restrições já existentes sobre gasolina e querosene de aviação.
O alerta se estende ao Brasil, um dos principais compradores do diesel russo, atrás de China e Turquia. O país começou a adquirir combustíveis russos em 2023, aproveitando descontos de barris deslocados da Europa. A Rússia, segundo dados compilados pela consultoria Vortexa Ltd., era responsável por cerca de 11% do fornecimento mundial de diesel no ano passado.

