O investidor estrangeiro retirou R$ 19,5 bilhões líquidos da B3 no segundo trimestre de 2026, sem contar operações de IPOs e follow-ons. O dado, levantado pela Elos Ayta Consultoria, mostra uma redução na exposição do capital internacional, sendo a segunda maior saída trimestral desde 2022.
O fluxo de capital internacional reduziu sua exposição ao mercado brasileiro entre abril e junho. Essa mudança ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco global, tensões geopolíticas, alta do petróleo e dúvidas sobre a política monetária nos Estados Unidos e sobre as contas públicas no Brasil, segundo a consultoria.
Apesar da forte retirada no segundo trimestre, o semestre fechou no positivo. Entre janeiro e junho, os estrangeiros aportaram R$ 33,8 bilhões líquidos na B3, sem considerar ofertas públicas de ações. O saldo positivo foi construído majoritariamente no primeiro trimestre, quando a entrada líquida somou R$ 53,3 bilhões.
A Elos Ayta atribui a reversão do fluxo a fatores externos, como as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Oriente Médio, e à revisão das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, discussões fiscais também aumentaram a volatilidade e estimularam a realização de lucros.

