O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) anteciparam uma operação e causaram prejuízo à investigação.
Rodrigues declarou que, sem a designação americana, o desfecho da apuração poderia ser diferente, pois a localização de um dos indivíduos não foi possível. A Operação Exchange, deflagrada na sexta-feira, visa desarticular uma organização suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.
Entre os detidos, há uma pessoa incluída na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, divulgada na quarta-feira (1º), por supostos laços com o PCC. Contudo, o empresário apontado como operador financeiro da organização segue foragido.
Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF (Dicor), explicou que o investigado já era alvo de apuração da PF antes do decreto americano. Segundo Cali, a representação da PF e a decisão judicial que autorizou medidas cautelares são anteriores à equiparação de facções criminosas a organizações terroristas pelo governo dos EUA.
Cali comentou que, devido à publicação das sanções, a PF precisou adiantar a operação. Ele afirmou que, embora ainda realizasse diligências para confirmar informações e localizar o alvo, a decisão de antecipar ocorreu porque já havia elementos de prova sobre a participação do operador financeiro.

