A Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) celebra 40 anos de atuação, acompanhando a transformação da área médica. Fundada em 1986, a entidade viu a genética passar de diagnósticos clínicos básicos à era da medicina de precisão e terapias gênicas.
No início de sua trajetória, a SBGM atuava quando o Projeto Genoma Humano ainda não existia. Os médicos geneticistas realizavam diagnósticos com base na avaliação clínica, histórico familiar e estudos cromossômicos. Muitas doenças hereditárias permaneciam sem explicação para as famílias.
A mudança acelerou com o lançamento do Projeto Genoma Humano em 1990, que levou à conclusão da primeira sequência completa do DNA humano em 2003. Hoje, exames genéticos permitem diagnosticar doenças raras, prever predisposições a câncer e orientar casais sobre riscos reprodutivos.
A especialidade também incorpora terapias avançadas, como as terapias gênicas e a tecnologia CRISPR-Cas9. A presidente da SBGM, Dra. Ida Schwartz, disse que a entidade defendeu a especialidade, estimulou a formação de novos profissionais e contribuiu para diretrizes clínicas baseadas em evidências.
A vice-presidente, Dra. Antonette Souto El Husny, comentou que, em apenas quatro décadas, a área evoluiu da análise cromossômica para o sequenciamento do genoma e tratamentos direcionados à causa genética das doenças.

