O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o filho de visitar o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar. A medida, que vigorará por 90 dias, foi chamada por Marinho de “autoritária” e de “clara interferência no jogo político”.
Marinho declarou em nota que parte do STF “abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”. O coordenador alegou que impedir o contato familiar por conta da divulgação de uma mensagem do pai configura uma “grave tentativa de silenciamento”.
A proibição foi determinada após Flávio divulgar uma carta do pai no último sábado, 11. O ministro Alexandre de Moraes também intimou a defesa de Jair Bolsonaro a se manifestar sobre o conhecimento do ex-presidente acerca da divulgação da carta. Além disso, Moraes acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar Flávio por possível propaganda eleitoral antecipada, citando a divulgação de vídeo em rede social como instrumento de promoção política.
Marinho contrastou a situação de Jair Bolsonaro com a de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o presidente recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política durante sua prisão. A decisão do STF proíbe Flávio de visitar o pai durante o período do primeiro turno da eleição presidencial.

