O senador Flávio Bolsonaro estendeu sua permanência em Washington, capital americana, para realizar reuniões com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A medida visa intensificar a interlocução antes da decisão sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, prevista para 15 de julho.
A decisão de adiar compromissos em Pernambuco foi tomada para aproveitar o período pós-audiência e reforçar os argumentos apresentados durante o processo comercial. Segundo interlocutores da campanha, a intenção é manter conversas fechadas com membros ligados ao USTR e à administração de Donald Trump, visando convencer o governo americano sobre os prejuízos das tarifas para ambos os países.
Durante a audiência, Flávio Bolsonaro, que foi o primeiro expositor do oitavo painel, pediu ao USTR que cancelasse as tarifas e permitisse uma negociação bilateral. O senador também ampliou o debate, criticando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e associando a investigação comercial a temas de corrupção, citando casos como o mensalão e a Operação Lava Jato.
A estratégia de diálogo em Washington segue uma aproximação iniciada em maio, quando o senador foi recebido por Donald Trump. Aliados avaliam que a permanência busca capitalizar este canal de comunicação antes do prazo crítico de 15 de julho. A expectativa da campanha é que sua atuação ajude a evitar prejuízos às empresas brasileiras.

