O senador Flávio Bolsonaro recusou a proteção da Polícia Federal durante o período de campanha presidencial no domingo, dia 19 de julho de 2026. Na declaração, ele solicitou que os agentes destinados à sua segurança fossem realocados para investigar fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social.
A recusa ocorreu na véspera da ativação da estrutura nacional de segurança preparada pela PF para os candidatos à Presidência. O governo alocou cerca de R$ 95 milhões para a operação, que pode mobilizar até 458 agentes para atender dez candidaturas simultaneamente.
O senador afirmou que pretende contribuir para a apuração dos desvios no INSS ao abrir mão da equipe de proteção. Ele declarou não confiar no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alegando risco de infiltração de agentes em sua campanha. “Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, escreveu na rede social.
A Polícia Federal informou que a proteção poderá iniciar na segunda-feira, dia 20 de julho, após a homologação das candidaturas. A corporação detalhou que a estrutura pode incluir veículos blindados, equipamentos antidrone e monitoramento digital, sendo a adesão ao esquema uma escolha do candidato.

