A servidora Mariângela Fialek, investigada em esquema de emendas parlamentares, segue nomeada na Câmara dos Deputados, mesmo após o ministro Flávio Dino proibir que ela trate de tais assuntos. A investigação, ligada ao bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, aponta a servidora como peça central em um arranjo funcional informal.
A servidora, que ocupa o cargo de chefe da Assessoria Especial do gabinete da presidência da Câmara desde março de 2021, é descrita por relatório da Polícia Federal como “personagem principal” de um esquema. Este arranjo funcional informal teria sido criado para operacionalizar indicações de emendas em nome de Valdemar Costa Neto, que não possuía mandato para indicar recursos do Orçamento.
A apuração, que incluiu a extração de dados de celular apreendido em sua sala no subsolo do Congresso, revelou um “arranjo decisório paralelo” na destinação de verbas públicas. Mariângela Fialek consta como investigada em dois crimes na representação policial: peculato-desvio e associação criminosa.
Em decisão anterior, o ministro Flávio Dino proibiu a servidora de exercer “atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares”. Contudo, apesar da ordem, a servidora permanece formalmente nomeada na Câmara, recebendo salário como assessora técnica.

