O setor empresarial brasileiro manifestou forte apreensão após o governo dos Estados Unidos aplicar uma nova sobretaxa de 25% em produtos nacionais. A medida, anunciada na noite de quarta-feira (15), gera críticas da Fiesp, que aponta prejuízos à competitividade do país no mercado norte-americano.
A nova tarifa afeta o comércio bilateral, embora mais de 2.100 produtos estejam isentos das novas taxas americanas. No entanto, setores que pleitearam isenção, como móveis, calçados e têxtil, tiveram seus pedidos recusados. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o aumento agrava um cenário já pressionado, visto que as exportações brasileiras para os EUA caíram 13% desde a adoção de tarifas no ano passado, totalizando US$ 2,6 bilhões.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou a aplicação da sobretaxa, declarando que a decisão é prejudicial por limitar unilateralmente o Brasil. Um crítico ao governo brasileiro, em nota, afirmou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma “condução técnica e pragmática”.
A tarifa de 25% entra em vigor em 22 de julho, mas produtos embarcados antes dessa data e que cheguem aos EUA até 29 de julho ficam isentos. Especialistas apontam que o impacto será sentido mais fortemente em cadeias industriais de alta tecnologia e manufaturados leves, enquanto commodities agrícolas devem ser menos afetadas.

