Um sistema de monitoramento de conversas de líderes de facções, desenvolvido em Goiás, será expandido para 138 unidades prisionais em todo o país. A medida visa controlar o crime organizado, com a União fornecendo infraestrutura e os estados executando a operação.
Em Goiás, o monitoramento ocorre em unidades de segurança máxima, onde detentos considerados lideranças de organizações criminosas são vigiados. A legalidade da prática foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que prorrogou a autorização para gravações de áudio e vídeo nos parlatórios, entendendo a medida como necessária para impedir a coordenação de delitos.
A expansão segue a regulamentação trazida pela Lei Raul Jungmann, de março de 2026, que permite a gravação de diálogos mediante solicitação de órgãos de controle. A medida será focada no grupo de 1% a 3% da população carcerária que exerce comando das atividades ilícitas.
Apesar do avanço, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou críticas à interceptação de conversas entre advogados e clientes, defendendo o sigilo profissional. Estados também apontam desafios práticos na identificação correta dos presos a serem monitorados.

