A Suprema Corte de Israel suspendeu a aplicação de uma lei aprovada pelo Parlamento que proibia a prisão de estudantes ultraortodoxos que se recusavam a cumprir o serviço militar. O tribunal determinou que o Estado justifique a manutenção da legislação e que os recursos sejam analisados por um colegiado ampliado de juízes.
A suspensão ocorreu após políticos da oposição, incluindo membros de partidos como Yesh Atid, recorrerem à Justiça. O Knesset aprovou o projeto em terça-feira, com 58 votos a favor e 54 contra. A lei previa que, até 30 de novembro deste ano, estudantes de escolas religiosas em idade de alistamento estariam isentos da prisão por evasão militar.
A medida, defendida pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, visava assegurar o apoio de dois partidos ultraortodoxos antes das eleições gerais marcadas para 27 de outubro. No entanto, a Suprema Corte afirmou que a lei beneficia apenas uma parcela da população e declarou que analisará o caso rapidamente.
Os recursos apresentados sustentam que a legislação é discriminatória e viola o princípio da igualdade. Os autores das ações alegaram que o objetivo real era isentar estudantes de escolas religiosas dos procedimentos criminais de fiscalização, criando duas categorias de cidadãos em relação ao serviço militar.

