O Ministério da Saúde alterou as diretrizes e agora garante o acesso à mamografia de rastreamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres entre 40 e 49 anos. A mudança permite que essas pacientes busquem o exame sem precisar apresentar sintomas ou histórico familiar da doença, conforme explica o radiologista Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues.
A regra anterior concentrava o rastreamento sistemático na faixa etária de 50 a 69 anos, exigindo que mulheres mais jovens apresentassem sinais de alerta para conseguir o procedimento na rede pública. Com a nova determinação, mulheres entre 40 e 49 anos podem solicitar orientação sobre o exame em unidades de saúde.
Dr. Vinicius Rodrigues afirma que a ampliação é relevante porque dados oficiais mostram que cerca de um quarto dos casos de câncer de mama no Brasil ocorre antes dos 50 anos. Ele explica que a limitação técnica anterior, baseada na menor sensibilidade da mamografia em tecidos mamários mais densos de mulheres jovens, não invalida o exame, mas exige uma conversa individualizada com o médico.
A detecção precoce é crucial para o tratamento do câncer de mama, pois quanto mais cedo o diagnóstico ocorre, maiores são as chances de resposta terapêutica menos agressiva. O radiologista orienta que a decisão de rastreamento deve ser tomada após avaliação do perfil de risco pessoal e familiar de cada mulher, garantindo que essa conversa ocorra dentro do SUS.


