A tarifa média cobrada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros exportados atingirá a segunda maior taxa entre os países, segundo a iniciativa suíça Global Trade Alert. O aumento, decorrente da aplicação da Seção 301, eleva a média de 11,7% para 18,22% a partir do dia 22.
O monitoramento de acordos comerciais indica que a tarifa média considera todos os itens exportados, exceto os 2.100 isentos, como café, carnes, suco de laranja e peças aeroespaciais. Antes do anúncio da última quarta-feira, a taxa média era de 11,7%. Com a inclusão da Seção 301, de 25%, e a manutenção de uma sobretaxa de 10% da Seção 122, a taxa média sobe para 18,22%.
A arrecadação anual implícita com tarifas passa de US$ 4,6 bilhões para US$ 7,2 bilhões durante o período de sobreposição, conforme estudo divulgado pela Global Trade Alert. Dos US$ 39,6 bilhões em importações americanas de produtos brasileiros registradas em 2024, cerca de 21%, totalizando US$ 8,5 bilhões, estarão sujeitos à tarifa integral de 25%.
A taxa de 18,22% é superada apenas pela China, que registra tarifa efetiva média de 26,7%. Contudo, o monitor prevê que a tarifa média cairá para 14,4% a partir de 26 de julho, quando a sobretaxa de 10% expirar, colocando o Brasil na oitava posição do ranking.

