O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta sexta-feira (4), em evento de campanha em São Carlos (SP), que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), articulam ações ilegais para desgastá-lo eleitoralmente.
Segundo o candidato, Alcolumbre e Moraes teriam realizado uma reunião longa na última terça-feira, em Brasília, para combinar medidas com Flávio Dino. Flávio Bolsonaro declarou que ambos estariam preocupados com a própria “autoproteção”. As acusações surgem em meio à crise no STF provocada pelas revelações do caso Master.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem tentado se distanciar de Moraes e cobrado que as investigações do caso Master avancem sobre o adversário do presidente Lula. Alcolumbre mencionou a necessidade de apurar o financiamento do filme “Dark Horse”, biografia de Jair Bolsonaro. Áudios da Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro procurou o executivo do Master para negociar pagamentos destinados à produção cinematográfica.
A tensão no Supremo escalou na quinta-feira (3), quando Moraes pediu a investigação de André Mendonça por indícios de crimes na condução de inquéritos, especialmente o do escândalo do Master. A medida ocorreu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de relatório da PF com mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, enviadas ao ministro Moraes.
A estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro agora é associar Alcolumbre a Moraes e ao presidente Lula. Interlocutores afirmam que o candidato pretende manter o presidente do Senado como alvo de novos conteúdos nos próximos dias.
Ainda no evento em São Paulo, Flávio Bolsonaro afirmou que o governador Tarcísio de Freitas é um dos grandes quadros da direita para 2030 e que não há dúvidas sobre a candidatura de Freitas ao Planalto no próximo pleito. O governador tem atuado como conselheiro nos bastidores do comitê de campanha de Flávio, mantendo interlocução com o coordenador Rogério Marinho (PL-RN).


