O técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, utilizou a Copa do Mundo de 2026 para fazer um apelo humanitário, defendendo o direito de existência do povo palestino. Hassan afirmou que o sofrimento palestino é “uma vergonha para o mundo inteiro”, desafiando a postura de neutralidade do esporte.
O discurso de Hassan foi proferido às vésperas do confronto contra a Argentina, após a classificação histórica egípcia. O técnico não se limitou a falar de futebol; ele abordou a humanidade. Ele declarou que quem não sente empatia diante da tragédia palestina “não é humano” e solicitou que a FIFA, atletas e a imprensa usassem o alcance do esporte para defender a vida dos palestinos.
O gesto não foi isolado. Dias antes, após eliminar a Austrália, Hassan entrou em campo carregando a bandeira palestina e dedicou a vitória ao povo egípcio e ao povo palestino. A atitude expôs o constrangimento de autoridades esportivas que, geralmente, evitam declarações que contrariem interesses políticos ou econômicos.
A manifestação de Hassan confronta o mito da neutralidade. A imprensa internacional aponta que silenciar diante de tragédias humanitárias é uma escolha política. O técnico egípcio optou por ocupar o terreno da ética, lembrando que a dignidade humana deve prevalecer sobre o espetáculo esportivo.

