A dor lombar, principal causa de incapacidade no mundo, afeta cerca de 619 milhões de pessoas, segundo projeções que indicam o aumento do quadro até 2050. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que entre 18,5% e 23,4% dos adultos convivem com problemas crônicos na coluna. O neurocirurgião Dr. André Marques explica que novas tecnologias estão otimizando o tratamento dessas condições.
O especialista alerta que dores persistentes por mais de 30 dias exigem investigação especializada, citando como sinais de urgência a dor que irradia para as pernas ou braços. As cirurgias minimamente invasivas representam um avanço significativo, pois reduzem danos aos tecidos e permitem um pós-operatório com uso mínimo de analgésicos e retorno rápido às atividades diárias. Essas abordagens tratam hérnias de disco, estenose do canal vertebral e fraturas por osteoporose, utilizando pequenas incisões e instrumentos guiados por vídeo ou raio X.
Dr. André Marques aponta que o sedentarismo e a má ergonomia contribuem para o aumento dos casos, inclusive entre adultos jovens. Contudo, a maioria dos casos é tratada de forma conservadora, com fisioterapia e Reeducação Postural Global (RPG). A cirurgia é indicada apenas para cerca de 10% dos pacientes que evoluem para quadros degenerativos mais graves.
Para casos complexos, a tecnologia amplia as opções de tratamento. Recursos como navegação 3D, cirurgia robótica e neuromodulação oferecem maior precisão na correção de deformidades. Além disso, a neuroestimulação, ou “marca-passo da dor”, e procedimentos intervencionistas guiados por imagem são alternativas eficazes para o alívio de dores crônicas refratárias.

