Tendências virais, como “booksmaxxing” e “looksmaxxing”, descrevem a busca por otimizar aspectos da vida, como saúde e inteligência, nas redes sociais. Especialistas em saúde mental alertam que essa mentalidade de aperfeiçoamento extremo pode gerar riscos psicológicos, apesar do crescimento do mercado de bem-estar.
O fenômeno “maxxing” surge em meio ao crescimento da indústria do bem-estar, um mercado que, segundo o Global Wellness Institute, pode alcançar quase US$ 10 trilhões até 2030. A lógica sugere que a realização de uma atividade deve ser levada ao máximo para ser considerada eficaz. No entanto, psicoterapeutas apontam que essa abordagem extrema pode ser prejudicial.
Billie Dunlevy, psicoterapeuta, afirma que “levar qualquer coisa ao extremo geralmente prejudica outras áreas da vida”. Jennifer Hartstein, psicóloga clínica, complementa que o risco reside em exagerar, pois o ideal de perfeccionismo inerente ao “maxxing” não corresponde à realidade. A busca intensa por mudanças físicas, como no looksmaxxing, pode favorecer o surgimento de transtorno dismórfico corporal.
Além disso, especialistas alertam que o foco excessivo em um único objetivo pode negligenciar outras áreas vitais, como relacionamentos. Hartstein explica que apegar-se rigidamente a metas pode desencadear ciclos de frustração, alimentando ansiedade e depressão. Dunlevy recomenda que indivíduos avaliem rotinas e busquem ajuda profissional ao notar comportamentos obsessivos.


