Estudos científicos recentes sugerem que o torresmo, quando consumido em porções controladas e em dietas equilibradas, pode não ser um risco metabólico. Paralelamente, o prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão, celebra a retomada do botequim tradicional, que se tornou um ponto de encontro político na cidade.
O petisco, tradicionalmente associado a alto teor de gordura e calorias, passou a ser analisado com mais detalhe por pesquisadores. Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Valladolid, na Espanha, acompanhou cerca de 40 mulheres durante 98 dias. As participantes consumiram uma especialidade espanhola similar ao torresmo, preparada com carne e pele de porco e frita em azeite extravirgem.
A pesquisa, publicada em revista científica, concluiu que a inclusão controlada do torresmo em uma alimentação de padrão mediterrâneo, especialmente quando combinado com vegetais e fibras, não causou os efeitos metabólicos esperados. Observaram-se melhorias em alguns fatores associados à síndrome metabólica entre mulheres saudáveis com sobrepeso, segundo o trabalho.
Em Piraí, a notícia coincide com a volta do botequim de Geraldo Teixeira, conhecido como ‘Rei do Torresmo’. O estabelecimento, que servia o petisco feito com barriga de porco, foi um ponto de reunião política de Luiz Fernando Pezão, que o frequentava desde os anos 80. Após fechar em 2021 devido a problemas de saúde do proprietário, o local voltou a funcionar em instalações mais modestas.
O prefeito Pezão, eleito em 2024 com 58,58% dos votos válidos, afirmou que a sobrevivência do botequim e a mudança na percepção do torresmo representam uma vitória local. A ciência aponta que o consumo deve ser moderado e acompanhado por vegetais, enquanto a cidade celebra a resiliência do seu ícone gastronômico.


