O tráfego de navios no Estreito de Ormuz diminuiu com a intensificação das tensões no Oriente Médio. Empresas de navegação e governos monitoram a passagem após ataques iranianos a embarcações comerciais e retaliações dos EUA contra o Irã.
Dados de rastreamento indicam que, embora navios-tanque de gás natural liquefeito tenham passado recentemente, o fluxo diário geral caiu. A análise da Kpler e da LSEG mostrou que pelo menos cinco navios-tanque de GNL sem carga entraram no estreito nos últimos dias. O tráfego de navios-tanque de GNL e petróleo atingiu seu nível mais baixo desde 28 de junho, com apenas 10 embarcações passando na quinta-feira, comparado a 22 na segunda-feira.
O analista sênior de mercado da Vortexa, Xavier Tang, explicou que o Irã está atacando navios que utilizam a rota de Omã. Isso força as embarcações a optar pela rota iraniana ou a transitar de forma discreta pelo estreito. Fontes do setor de navegação afirmaram que as embarcações estão desligando transponders públicos de rastreamento AIS para dificultar a visualização.
Entre as embarcações monitoradas estão o GasLog Shanghai, controlado pela empresa de navegação grega GasLog, e navios ligados à QatarEnergy. O superpetroleiro Nissos Kea entrou no estreito na quinta-feira, enquanto o superpetroleiro Lila Vadinar o deixou. A QatarEnergy e a GasLog não responderam imediatamente aos pedidos de comentários fora do horário comercial.

