O Tribunal da União Europeia confirmou a multa recorde contra o Google por práticas anticompetitivas relacionadas ao sistema Android. A decisão, que rejeitou os recursos da empresa, aponta que o gigante de tecnologia impôs restrições ilegais para manter a dominância de seu mecanismo de busca.
O Tribunal da União Europeia rejeitou os recursos apresentados pelo Google e pela Alphabet, validando a penalidade imposta pela instância inferior. A multa, que foi reduzida em cinco por cento, representa o valor mais alto já aplicado pela Comissão Europeia a qualquer empresa. Segundo o Tribunal, o Google impôs restrições ilegais a fabricantes de dispositivos Android e operadoras de rede.
As restrições, conforme o Tribunal, exigiam que os fabricantes priorizassem o mecanismo de busca e o navegador Chrome da empresa, por meio de acordos de pré-instalação e termos de licença de certas aplicações. A Comissão Europeia já havia aplicado multas anteriores ao Google, incluindo 2,95 bilhões de euros em setembro do ano passado, por violação da legislação antitruste.
Além disso, a empresa enfrenta um novo inquérito da Comissão Europeia sobre suposta manipulação de preços em leilões de publicidade em seu mecanismo de busca, o que pode resultar em penalidades de até dez por cento das receitas anuais da companhia.

