O aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos reacendeu o debate sobre os limites do poder presidencial. O atual chefe de Estado declarou que “não há limites” para sua autoridade, gerando críticas de setores que defendem a Constituição americana.
O presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista que seu poder não possui limites. Essa declaração contrasta com o experimento americano iniciado há 250 anos, quando o país rompeu com o poder monárquico britânico. Críticos apontam que o presidente forçou seu poder além dos limites estabelecidos, citando a ausência de autorização do Congresso para iniciar guerra no Irã e o uso de poderes de emergência para impor tarifas comerciais, medida que a Suprema Corte considerou inconstitucional.
A atuação do presidente também gerou controvérsia ao usar o Departamento de Justiça para investigar adversários políticos, o que levanta questionamentos sobre a separação tradicional entre a Casa Branca e os promotores federais. Apesar de ter sido eleito com promessas de mudanças radicais, a aprovação do presidente caiu abaixo de 40% entre todos os eleitores americanos, segundo pesquisas.
Especialistas apontam que, embora o presidente não seja o primeiro a buscar expansão de poderes, ele seria um dos mais enfáticos. O professor Julian Zelizer comentou que ele “não consegue se lembrar de outro presidente que tenha ido tão longe e que fosse tão apaixonado pelo poder”. Os pais fundadores, no século 18, já debateram a concentração de poder, chegando a considerar títulos com conotação monárquica para o cargo.

