Donald Trump desembarca na Turquia para participar da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nesta terça-feira. A aliança enfrenta pressão dupla: a agressão militar contínua da Rússia contra a Ucrânia e a cobrança dos Estados Unidos para que os membros acelerem o aumento dos gastos em defesa.
A visita ocorre em um momento de alta tensão geopolítica. No domingo, Moscou lançou dezenas de mísseis e centenas de drones contra Kiev, resultando em pelo menos 11 mortes e dezenas de feridos. Os ataques reforçam a guerra como prioridade para os 32 países da aliança, que classificaram o conflito como a maior ameaça à segurança euro-atlântica em décadas.
Durante a agenda em Ancara, Trump se reunirá com o presidente Recep Tayyip Erdogan. Na quarta-feira, haverá encontros com Volodymyr Zelenskyy e o presidente sírio Ahmed Hussein al-Sharaa. Analistas apontam riscos de impasse, visto que Trump frequentemente critica a aliança, inclusive por questões relacionadas ao Estreito de Hormuz.
Sobre os gastos militares, a administração Trump exige que os países da OTAN atinjam a meta de investimento em defesa o quanto antes. Matthew Whitaker, embaixador dos EUA na OTAN, declarou que “O objetivo é que a Europa assuma a defesa convencional do continente”. Um dia antes da cúpula, Trump e Putin tiveram uma ligação de 90 minutos, descrita pelo Kremlin como “construtiva”.

