A União Europeia impôs uma multa de 550 milhões de euros, equivalente a 3,2 bilhões de reais, à AliExpress, subsidiária do Alibaba. A sanção ocorreu nesta segunda-feira (20) após investigação de mais de dois anos e visa punir a plataforma por permitir a venda de produtos ilegais e falsificados no bloco.
A Comissão Europeia anunciou que a AliExpress descumpriu o regulamento europeu sobre serviços digitais. A norma obriga a plataforma a avaliar e mitigar riscos relacionados à venda de produtos perigosos ou falsificados. Esta multa representa o valor mais alto imposto por Bruxelas desde a adoção da Lei de Serviços Digitais (DSA) em 2022.
A investigação revelou que o sistema de detecção de produtos proibidos da AliExpress não funcionava corretamente desde março de 2024. Segundo a vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, foram detectadas grandes quantidades de produtos falsificados, além de brinquedos e cosméticos perigosos que permaneceram à venda por tempo prolongado. A autoridade europeia também afirmou que as sanções internas da plataforma aos vendedores infratores não eram eficazes.
A plataforma chinesa contestou a decisão, classificando a multa como “desproporcional”. A sanção exige que a AliExpress apresente medidas de cumprimento da DSA no prazo de três meses, sob risco de multas periódicas. Em paralelo, Bruxelas aplicou multa a outras plataformas, como a Temu, e endurece as normas para proteger o mercado europeu.

