A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) financiava programas de prevenção ao HIV e atendimento à comunidade LGBTQIA+ no Nepal, empregando centenas de pessoas, incluindo trabalhadores transgêneros. O fim do financiamento, após a suspensão da agência, resultou no desemprego de muitos, levando parte deles a trabalhar como profissionais do sexo.
O Departamento de Estado dos EUA declarou que a administração reformulou os programas de assistência para priorizar eficiência e eficácia. Segundo a imprensa internacional, cerca de 35 mil trabalhadores perderam empregos no Nepal com o desmonte da agência. Em uma organização específica na região de Hetauda, 262 dos 350 funcionários ficaram desempregados.
A entidade financiada pela Usaid mantinha 20 clínicas no país, distribuindo medicamentos antirretrovirais e PrEP, além de oferecer testes de HIV e aconselhamento. O encerramento das atividades deixou mais de 1.200 pessoas sem acesso à PrEP. A reportagem aponta que entre 35% e 45% dos ex-funcionários passaram a trabalhar como profissionais do sexo, citando a discriminação contra pessoas transgênero no Nepal como justificativa.
Críticos da Usaid questionaram o uso de recursos dos pagadores de impostos americanos para financiar programas que empregavam trabalhadores transgêneros no exterior. Para esses críticos, o caso reforça argumentos favoráveis à revisão da ajuda externa dos Estados Unidos.

