A mineradora Vale informou à CVM que a renúncia do presidente do conselho de administração não foi condicionada a acordo ou indenização. A empresa declarou que a saída do executivo foi uma decisão pessoal, formalizada em carta entregue na última segunda-feira, dia 6.
A resposta da Vale à CVM ocorre em meio a investigações sobre possíveis irregularidades na saída do executivo, que tinha mandato previsto para abril do próximo ano. O fundo de pensão Previ, maior acionista da mineradora, vinha pressionando pela sua desvinculação.
Em seu esclarecimento, a Vale confirmou a existência de um acordo financeiro com o executivo. Contudo, a companhia afirmou que a decisão do gestor motivou a negociação de um “Contrato de Compensação por Não Competição e Outras Avenças”, e não o inverso. O contrato estabelece obrigações de não competição, não solicitação, não difamação e confidencialidade por 24 meses.
A mineradora detalhou que a compensação prevista no contrato é contrapartida pelas obrigações assumidas pelo ex-presidente durante o período de 24 meses e não se confunde com remuneração pelo exercício do cargo. A Vale também disse que os valores foram analisados por uma empresa internacional especializada em recrutamento de executivos e desenho de remuneração, e que os termos não se qualificam como fato relevante para os acionistas.

