A venda de veículos novos no Brasil deve atingir 3 milhões de unidades em 2026, um volume não visto nos últimos 12 meses. A projeção, divulgada pela Anfavea nesta terça-feira (7), aponta um crescimento de 12,1%, superior ao esperado no início do ano, devido ao avanço do segmento de leves.
O mercado de veículos leves deve liderar o aumento, elevando a expectativa de emplacamentos. Em contrapartida, o segmento de pesados, que inclui caminhões e ônibus, não acompanhará esse crescimento. O ano de 2026 deve registrar queda de 6%, um índice mais acentuado que os 0,5% previstos anteriormente.
As projeções de produção também sofreram ajustes. Anteriormente prevista em 3,7%, a produção deve crescer 5,8%. Contudo, as exportações apresentam um alerta negativo, com a expectativa de crescimento reduzida para 1,3%, em comparação com a perspectiva inicial de 12,9%.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, comentou sobre o descolamento entre emplacamento e produção nacional, atribuindo o fenômeno ao avanço de fabricantes chineses. Dados do primeiro semestre confirmam que a entrada de veículos chineses dobrou, aumentando a participação de importados e reduzindo a participação de veículos produzidos no país.

