Um vereador detido sob suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) passou mal duas vezes na prisão em menos de 72 horas. O advogado do parlamentar solicitou a revogação da prisão temporária ou o recolhimento domiciliar, citando um histórico neurológico prévio.
Os episódios de mal-estar ocorreram no sábado (27) e na segunda-feira (29) na unidade prisional do 8º DP. No sábado, o detido foi atendido na UPA Mooca III. Na segunda, o boletim médico registrou dor de cabeça, náusea, tontura e formigamento nos braços, além de um eletrocardiograma que indicou alteração na condução elétrica do coração.
A defesa apresentou um relatório anterior que descreve quadro de cefaleia e distúrbios de memória. Com base nesse histórico e nos atendimentos recentes, os advogados pedem a revogação da prisão temporária ou, alternativamente, o recolhimento domiciliar monitorado. A Justiça ainda não analisou o pedido.
As investigações da Polícia Civil apontam o vereador como líder de esquema de lavagem de dinheiro na empresa Transunião, a serviço do PCC. Segundo a apuração, o parlamentar operava recursos para integrantes da facção paulista, e um manuscrito apreendido sugere desvios de R$ 15 milhões da empresa.

