O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, criticou o desenvolvimento de inteligência artificial por algumas startups, afirmando que o controle rígido de modelos fechados centraliza poder e restringe o acesso à tecnologia. Em entrevista, ele defendeu que a abertura é essencial para o avanço da inovação no setor.
Zuckerberg afirmou que, se os principais laboratórios de pesquisa optarem por desenvolver a tecnologia de IA de maneira rigidamente controlada, isso equivaleria a “abandonar nossos valores” no desenvolvimento tecnológico americano e sufocaria a inovação. Ele declarou que o discurso sobre IA é dominado por previsões catastróficas, e que é preciso haver vozes que tragam realismo ao debate.
A postura da Meta tem sido variável. Inicialmente, a empresa apoiou a IA de código aberto e disponibilizou modelos gratuitamente. Contudo, após modelos fechados de concorrentes superarem sua empresa, Zuckerberg alterou o modelo de negócio, investindo em divisões fechadas de inteligência artificial.
O líder da Meta defendeu uma “superinteligência personalizada” para todos, em vez de uma superpotência central. Ele comentou que uma inteligência única e benevolente seria inviável, pois as pessoas possuem sistemas de valores distintos. Especialistas em IA, como Dario Amodei e Sam Altman, defendem, por outro lado, controles rígidos para mitigar riscos.

