O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu cem trinta e cinco representações desde o início de 2026, um salto significativo comparado às trinta e uma ações registradas no mesmo período de dois mil e vinte e dois. Esse crescimento representa um aumento de aproximadamente 335% nas disputas pré-campanha.
O aumento no número de processos ocorre principalmente em questões de propaganda eleitoral, remoção de conteúdo de redes sociais e uso de inteligência artificial. O levantamento indica que a judicialização da disputa presidencial começou antes do período oficial de campanha.
Partidos como o PT e o PL figuram entre as legendas que mais acionaram a Justiça Eleitoral. Muitas representações envolvem publicações na internet, onde as campanhas pedem a retirada de vídeos, imagens e textos considerados irregulares ou prejudiciais aos candidatos.
A tecnologia se tornou um ponto de preocupação para a Justiça Eleitoral. O TSE proibiu o uso de conteúdos sintéticos, conhecidos como deepfake, que possam favorecer ou prejudicar candidaturas. Em junho, por exemplo, o ministro André Mendonça decidiu pela retirada de publicações irregulares em liminares.
A legislação eleitoral de 2026 estabeleceu regras específicas para a inteligência artificial. A antecipação da disputa política também contribuiu para o volume de ações, visto que os partidos dedicaram meses à organização de estratégias no ambiente digital.

