As ações da Nike caíram três por cento na segunda-feira, atingindo a mínima de 52 semanas em 39,47 dólares. A baixa reflete a pressão contínua no setor de vestuário esportivo e problemas não resolvidos no mercado chinês, apesar da recuperação no atacado.
Os resultados financeiros de 2026 da companhia apontaram problemas geográficos. A Grande China gerou 5,85 bilhões de dólares em receita, representando 12,6% do total da empresa. As vendas na região caíram 11% reportado e 13% sem ajuste cambial, com as vendas diretas digitais despencando 29%. O lucro operacional (EBIT) na China caiu 20% para 1,28 bilhão de dólares, e as vendas de calçados na área diminuíram 14%.
Apesar do aumento de seis por cento na receita de atacado da Nike, que atingiu 27,45 bilhões de dólares, os canais diretos e digitais apresentaram retração. A receita direta da Nike caiu seis por cento para 17,72 bilhões de dólares, e a receita digital da marca Nike caiu 12%. O diretor financeiro da empresa, Matthew Friend, declarou que a companhia estava “melhorando a saúde do nosso negócio”, mas apontou que a liquidação de estoque continuava com desafios.
O lucro bruto da Nike no quarto trimestre de 2026 subiu 890 pontos-base, chegando a 49,2%. Contudo, 900 pontos-base desse aumento vieram da recuperação de tarifas esperada. A margem subjacente permaneceu quase inalterada. A ação da Nike negocia a um índice P/L de 18,8 vezes e 1,26 vezes a receita projetada para 2026.
Outras empresas do setor enfrentam desafios similares. A Lululemon Athletica viu suas ações caírem três por cento, e a Deckers Outdoor registrou queda de dois por cento. O índice SPDR S&P Retail ETF caiu um por cento, mas se manteve positivo no ano, indicando que o impacto negativo na Nike é específico do setor de vestuário esportivo.

